Manhãs mágicas do Natal

Por Gerson de Oliveira Costa Filho

Na manhã de Natal dos anos 60, o dia começava com um clima de pura magia e alegria. As crianças, ainda cheias de entusiasmo pela noite anterior, corriam para conferir os presentes deixados por Papai Noel ao pé da árvore de Natal. O brilho nos olhos ao ver as bicicletas reluzentes, patinetes novos e carrinhos de mão era indescritível.

As ruas logo se enchiam de movimento, com crianças pedalando para lá e para cá, equilibrando-se nos patinetes ou chutando bolas pelas calçadas. O barulho das risadas e das rodas girando misturava-se ao som dos rádios tocando músicas natalinas e das conversas animadas entre vizinhos que vinham espiar as novidades.

Meninas carregavam bonecas de cabelos bem penteados, enquanto os meninos corriam com carrinhos de madeira ou latão, testando a velocidade. Algumas famílias estendiam a celebração para fora de casa, com adultos conversando e trocando histórias enquanto as crianças aproveitavam cada minuto da manhã.

Tudo era simples, mas carregado de encanto, em um tempo onde o presente mais valioso era a felicidade compartilhada e a fantasia do Natal.

*Gerson de Oliveira Costa Filho é desembargador Federal do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região.

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