O ensino fundamental em São Luís

Por professor Oduvaldo
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é aferido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, órgão do MEC, a partir do desempenho de alunos dos anos iniciais e finais do ensino básico e fundamental, nos conhecimentos de Língua Portuguesa e Matemática, nas redes pública e privada de todo o território nacional. Trata-se da antiga Prova Brasil, hoje chamada Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB. O objetivo da prova é medir, mais do que as capacidades dos alunos, a proficiência do professor, da escola e do ensino e sua evolução no curso do tempo.
No ano de 2013, quando o prefeito Holanda Jr. assumiu o governo de São Luís, o município apresentava um Ideb de 4,1, numa escala que vai de zero a dez. Hoje, entrega a Prefeitura com um Ideb de 5,1, referente ao ano de 2019. O avanço de um (1) ponto no decurso de sete anos, entretanto, não se traduz em grande conquista, considerado o montante financeiro investido no período e o exército de profissionais da educação ocupados com o magistério nas 720 escolas da rede municipal. O esforço é mal coordenado, pois, no mesmo intervalo de tempo (2013-2019), Sobral, no Ceará, elevou seu Ideb de 7,8 para 9,8. Um feito extraordinário! Pois, além de tornar-se a melhor rede escolar pública do Brasil, coloca agora 27 escolas públicas destinadas aos pobres entre as 100 melhores escolas do Brasil. E continua a crescer numa faixa exigente, acima dos 9,0 pontos, ou seja, cresce na faixa de excelência.
São Luís, por outro lado, cresce timidamente na faixa intermediária da tabela do Ideb e não tem uma escola pública sequer colocada entre as melhores do país. Dito de outro modo, a educação pública de São Luís é medíocre. Os alunos do ensino básico da rede municipal (crianças de 7 aos 11 anos), com raras exceções, são incapazes de ler uma historinha infantil, não escrevem um pequeno texto coerente e não conseguem resolver operações básicas de subtração, adição, multiplicação e divisão. O Prefeito deixa o cargo sem conquistas reais na Educação. Entretanto, a educação é único instrumento capaz de transformar, verdadeiramente, a vida de gerações de crianças pobres que, sem escola de qualidade, sucumbem ao infortúnio da reprodução da pobreza e de todas as trágicas consequências dela decorrentes.
*Oduvaldo é licenciado em História, Advogado, Professor da Rede Estadual, Professor de Direito das Obrigações na Faculdade CEST Santa Terezinha e candidato a vereador.