TV digital

O Ministério das Comunicações deve publicar nos próximos dias uma portaria para criar dez canais públicos de TV Digital. A informações foi confirmada pelo ministro Hélio Costa, que divulgou o cronograma de implantação da no país. Segundo ele, cada canal público terá uma faixa de 6 Mhz de transmissão digital. A proposta está prevista no decreto 5820 que criou o Sistema Brasileiro de TV Digital.

“Uma das razões principais para a adoção do sistema japonês é porque ele era único que, sendo adotado no país, liberava os canais de 60 a 69 que hoje são utilizados para fazer a comunicação entre a base e o transmissor. Como no sistema japonês você faz a transmissão dentro dos 6 Mhz, vão sobrar esses canais de 60 a 69 que deixarão de ser utilizados. E nós vamos utilizar esses canais para iniciar um procedimento de redes públicas de televisão”, disse o ministro.

Indagado pelos jornalistas se os canais públicos teriam uma faixa de 6 Mhz para cada um ou uma sub-divisão, o ministro enfatizou que as emissoras públicas terão direito a uma faixa exclusiva. “A Radiobrás passa a ter um canal nacional. O Ministério da Educação terá um Canal da Educação. O Ministério da Cultura vai ter um Canal da Cultura. E cada cidade vai ter um Canal da Cidadania. E se você quiser, lá na cidade, pode dividir em quatro o canal”, relatou ao acrescentar também a TV Senado e a TV Câmara.

A consignação dos canais digitais para a exploração direta da União Federal está prevista do decreto 5820 nos artigos 12 e 13. Clique aqui para ver a íntegra do documento.

Fonte: Agência Brasil

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Guerra de audiência

A estréia do programa “Mania de Você”, na Rádio Difusora FM vai esquentar a guerra de audiência com Mirante FM e o campeoníssimo “Acorde e Recorde”, bem cedinho. Robson Jr, na Difusora e Glaydson Botelho, na Mirante FM deverão escrever um dos mais belos capítulos na briga de audiência no dial das FM’s. Robson comandou durante muitos anos o Acorde e Recorde na 96,1 e foi substituído por Glaydson que mantém até hoje a liderança absoluta no horário. São dois dos maiores nomes do rádio FM no Maranhão e duas grandes opções para o ouvinte. Quem ganha somos nós!

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Propaganda no rádio e TV

O início do horário eleitoral gratuito, nesta quinta-feira (12) vai alterar a programação das emissoras de rádio e televisão. A propaganda irá ao ar todos os dias, inclusive aos domingos. Serão 20 minutos por programas para os candidatos ao governo do Estado e outros 20 minutos divididos entre os dois candidatos à presidência da República. Portanto, 40 minutos por programa. No rádio, os horários serão os seguintes: 7h e 12h. Na televisão, às 13h e 20h30. A propaganda vai ao ar até o dia 27 de outubro.

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Marafolia ao vivo

As rádios Mirante AM e FM estão prontas para a transmissão ao vivo do Marafolia 2006. A 96,1 é a rádio oficial do Marafolia e a exemplo dos anos anteriores terá uma programação especial falando 24h sobre o carnaval fora de época do Maranhão. Todos os locutores da Mirante FM estarão falando ao vivo do estúdio montado na Avenida Litorânea. Na Mirante AM, as transmissões vão acontecer a partir de sexta-feira à noite. Destaque para a prestação de serviços: trânsito, documentos achados e perdidos, polícia, enfim. Fique ligado!

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Papão e Cavalo de novo na decisão

Moto e Imperatriz são so finalistas do 1º turno do Campeonato Maranhense. Essa não é apenas uma simples decisão. Vale uma vaga na Copa do Brasil em 2007. Para o Moto é uma grande oportunidade de revanche. No ano passado, o Cavalo de Aço foi o carrasco rubro-negro e acabou conquistando aqui em São Luís, o inédito e merecido título de campeão maranhense. A exemplo das semifinais este será um confronto sem favoritos. O Moto leva uma pequena vantagem. Joga por três resultados iguais e fará o segundo jogo e o terceiro, se necessário, na capital. A decisão começa nesta quarta-feira (11), no Estádio Frei Epifânio D’Abadia. Você acompanha todos os detalhes na transmissão ao vivo da Rádio Mirante AM.

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Dois anos de Memórias no Ar

O programa radiofônico Memórias do Rádio no Ar que vai ao ar todos os sábados, das 14h às 16h, nas ondas da Rádio Mirante AM completa dois anos neste sábado.

É uma iniciativa pioneira do pesquisador Talvane Lukatto e do jornalista Werton Araújo. Não há nenhum outro programa do gênero no rádio brasileiro.

O programa relembra as grandes vozes e os grandes momentos do rádio no Maranhão e no Brasil. O material exibido é todo do acervo pessoal do pesquisador Talvane Lukatto e está guardado no Museu do Rádio.

Parabéns!!!!!!

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Mudanças nas ondas do rádio

O rádio no Brasil tem mudado muito nos últimos anos. Essas mudanças atingem sobretudo as emissoras de FM’s. Hoje existem rádios que só tocam notícia, outras são especializadas em determinados ritmos musicais. Algumas destinam programação inteira ao esporte. É a segmentação.

As AM’s, em sua grande maioria, destinam horas e horas ao rádiojornalismo. Poucas ainda conservam programas que marcaram época no rádio. Foi o que ouvimos, por exemplo, no dia das Eleições.

É o rádio acompanhando as novas tendências. Gostaria de abrir uma discussão com vocês sobre esse novo caminho. Será que o rádio maranhense vem acompanhando essa nova tendência?

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Casa cheia

Os resultados alcançados por Moto e Sampaio na primeira partida da semifinal deixaram os dois clubes de maiores torcidas no Maranhão bem perto da decisão do 1º turno. Mesmo assim, não quero arriscar ainda nenhum palpipe. Acho que MAC e Imperatriz também poderão reagir e chegar à decisão.

O equilíbrio que marcou os dois primeiros jogos deve se repetir no domingo em São Luís. O Sampaio enfrentará o Imperatriz, às 16h. O Moto pega o MAC, às 18h. Os dois jogos vão acontecer no Estádio Nhozinho Santos.

Será uma grande festa com a presença das quatro maiores forças do futebol maranhense. Acredito na quebra de recorde de público nos últimos anos. E você aposta em quem? Moto, Maranhão, Sampaio ou Imperatriz?

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Ninguém admite o favoritismo

A fase semifinal do 1º turno do Campeonato Maranhense começa hoje à noite. Não adianta dizer mais nada. Os jogos estão confirmados para as 20h, mesmo a rodada completa do Campeonato Brasileiro na TV. O Moto enfrenta o Maranhão em São Luís. O Imperatriz recebe o Sampaio em Imperatriz. Em função da campanha na 1ª fase, Moto e Sampaio entram com a vantagem e jogam por dois resultados iguais.

E o que seria vantagem é visto como um problema. O MAC garante que o favorito no confronto é o Moto. Os rubro-negros devolvem a gentileza e garantem que o MAC vem de uma boa campanha na Série C e daí o favoritismo atleticano.

No outro confronto, o Imperatriz sabe que jogar em casa é uma grande vantagem e não quer saber de outro resultado senão a vitória. Mesmo assim, diz que o Sampaio é o favorito. No Tricolor, jogadores e comissão técnica acreditam no potencial do grupo, mas enfrentar o campeão maranhense não será tarefa nada fácil.

É por isso que digo que não há favorito. Em em decisão não seria diferente. O vencedor só é conhecido quando o juiz apita.

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VÔO 1907

O avião do meu pai explodiu”

A história de Hannah, 6 anos, a garota que sentiu o acidente do pai e ainda o espera em casa para contar histórias

Texto de Marcelo Abreu
Correio Brasiliense

Passava das 16h30 da última sexta-feira quando, de repente, a menininha disse à amiga e vizinha da 310 Norte com quem brincava: “O avião do meu pai explodiu”. A babá da amiguinha, que ouviu a conversa e acompanhava a brincadeira das duas na sala, arregalou os olhos. E retrucou: “O que você disse?” A menina não mais falou sobre o assunto. É como se aquilo nunca tivesse sido dito. E voltou a brincar com a amiguinha. A babá ficou impressionada com o comentário. E passou o resto da tarde pensando naquela frase.

Naquele momento, enquanto a menina brincava com a amiga, os passageiros da Gol do vôo 1907 despencavam para a morte na selva amazônica. Dentro dele, estava o pai de Hannah, de 6 anos, o antropólogo e doutor em etnologia Andreas Kowalski, 43, que voltava de Manaus, para onde tinha ido participar da primeira reunião de consultoria indígena de uma instituição alemã.

Andreas sonhava em viver no meio dos índios. Durante dois anos, fizera isso em Barra do Corda, no Maranhão, com os índios da tribo Canelas. E falava sobre o desejo diariamente à mulher, a jornalista Maria Dalva Veloso Kowalski, maranhense de 46 anos, que o conheceu em São Luís, em 1998, numa festa de aniversário de uma amiga. “Ele era muito tímido. Nos apaixonamos assim que nos vimos”, diz ela, olhando as muitas fotos do marido e passando os dedos delicadamente sobre o rosto dele, como se quisesse tocá-lo na alma.

A tarde de sexta-feira acabou. Depois da brincadeira, Hannah voltou para casa. Era hora de tomar banho e se preparar para receber o pai, havia uma semana fora. Sabia que ele chegaria à noite e lhe contaria as histórias em alemão que só ele sabia contar. E as músicas que ela gostava de ouvir. Hannah nasceu em Hamburgo e veio para o Brasil com família em 2002. O pai nunca deixou que ela esquecesse a língua da terra onde nascera. E era interessante vê-los conversando. Serelepe, ela consertava as derrapagens do pai no português. E ele gostava de ver a filha lhe dando aulas. Ria como menino das “broncas” que Hannah lhe dava. “Pai, não é assim. É assim…” Obediente, ele prometia nunca mais errar.

Era perto das 20h da mesma sexta-feira. Correndo, Dalva saiu do trabalho, na TV Senado, e seguiu para o aeroporto. Sabia que estava atrasada. Afinal, Andreas ligara no final da tarde de quinta-feira para dizer que o vôo chegaria às 18h12. E que tinha uma grande novidade para contar. Ele viajaria para o Mato Grosso e iria conhecer uma reserva indígena no Xingu. Os detalhes ele disse que só contaria pessoalmente.

No meio do caminho, enquanto dirigia, Dalva estranhou o fato de o marido não ter ligado ainda. Andreas era muito pontual e não gostava de atrasos – nem o dele nem dos outros. Dalva pegou o celular e começou a ligar. Queria dizer que estava a caminho e que ele o esperasse no mesmo lugar onde costumava pegá-lo. Insistentemente, ela ligou. E só atendia a caixa-postal. Dalva estranhou mais uma vez, mas pensou que a bateria tivesse acabado.

Piores momentos

Deu duas voltas pelo local combinado. Nada. E resolveu, então, estacionar o carro. Entrou na área de desembarque. Procurou o marido pelos cantos previsíveis. Nada. Foi ao ponto de táxi. E insistia no celular. Só a caixa-postal. Eram quase 21h. Por acaso, Dalva resolveu olhar o painel com a chegada dos vôos. E leu, a princípio: “Vôo atrasado”. Ela se dirigiu, então, aos funcionários da Gol para saber mais detalhes sobre a chegada do avião.

Lá, mandaram-na esperar que um dos supervisores iria lhe dar mais informações. E, de repente, a jornalista começou a perceber que outros parentes de passageiros, também aflitos, aglomeravam-se nos balcões da companhia. E no painel de chegada dos vôos, a mensagem: “Vôo 1907 – Procurar companhia”. E pediram que os parentes dos passageiros se dirigessem até uma sala da Gol. Nesse momento, sem querer, Dalva ouviu uma funcionária comentar com outra: “Parece que teve um acidente…”. Dalva viveria, a partir daquela hora, os piores momentos de sua vida.

E as informações, embora ainda desencontradas e confusas, finalmente foram repassadas aos familiares na madrugada. A lista dos passageiros só foi divulgada por volta das 2h da madrugada. Seguiram-se desespero, choro, revolta e muita tristeza. Dalva não sabia mais o que pensar ou dizer.

Como contar para a filha que o avião em que seu pai viajara estava sumido? Como dizer a ela que Andreas não havia chegado? Como avisar aos pais de Andreas, na Alemanha, sobre a tragédia até então pouco esclarecida? Em casa, Hannah, a essa altura, cansada de esperar, adormeceu entre suas bonecas. No dia seguinte, com certeza, ele lhe contaria todas as historinhas que ela pedisse.

No dia seguinte, o pai não estava em casa. Com os olhos inchados de tanto chorar, Dalva tentou disfarçar o sofrimento diante da filha. Disse-lhe que o pai estava chegando. Uma amiga de Dalva levou Hannah para a casa dela. Lá, a menina brincaria com a amiguinha e não faria mais as perguntas que a mãe não sabia ainda como responder.

“Virou anjo”

No fim da manhã de ontem, na casa dela, na 310 Norte, Dalva recebeu o Correio para contar sua dor. Ela falou com exclusividade sobre a angústia de perder o marido e de não saber ao menos se vai conseguir enterrá-lo. De vez em quando Hannah entrava no quarto e pedia para que mãe não chorasse mais. A menininha enxugou as lágrimas de Dalva e disse, comovidamente, usando o verbo sempre no presente: “Meu pai é apaixonado pela minha mãe. E eu por ele”. E depois, corta o coração de quem a escuta falar: “Ele tá ajudando as pessoas feridas no avião e vai voltar para contar as historinhas em alemão pra mim. Ele faz isso todas as noites, antes de eu dormir”.

A mãe não consegue disfarçar a dor e chora, sufocadamente, para não entristecer a filha. É o pior choro, aquele que não grita. Hannah sai do quarto. Dalva relata, com os olhos empapuçados : “Contei pra ela que o papai tinha virado uma estrela. Ela me respondeu: “Mãe, meu pai é um anjo’”. E admite: “Hannah bloqueou a morte do pai. Ela não fala sobre o assunto e pede pra eu parar de chorar porque ele vai voltar”. Em prantos, tenta explicar a visão da filha no dia do acidente: “Quando ela disse que o avião do pai tinha explodido foi exatamente a hora que ele tava caindo. O Andreas era tão apaixonado pela Hannah que deve ter pensado nela nessa hora e ela deve ter sentido ou visto alguma coisa”.

E continua: “Meu marido foi para a guerra do Kosovo (em 2000), como parte do grupo internacional de ajuda comunitária. E morreu de acidente de avião na selva amazônica!”. Ainda chorando, faz um desabafo desesperador: “Se Deus existe, por que fez isso com a gente? Ele era um homem bom, não tinha maldade, era incapaz de fazer mal a alguém. Vivia para ajudar as pessoas…”

Na tarde de ontem, ainda durante a entrevista, Dalva fez mais uma revelação: “No início, como não se sabia ao certo o que tinha havido, eu pensei que meu marido fosse voltar. Achava que o avião tinha pousado em algum lugar e ele, como conhecia tanto de floresta e era especialista em ajuda humanitária, estaria ajudando a salvar outras pessoas. Só de ontem (domingo) pra cá, encarei a realidade”. E chora mais uma vez: “Eu ouvia história de que um passageiro do avião tinha falado com um parente pelo celular, que a mulher do piloto tinha entrado em contato com ele. Eu sabia que era tudo mentira, sou jornalista e sei que um avião não desaparece simplesmente. Mas eu precisava acreditar naquilo”.

Agora, Dalva só espera que o corpo do marido seja encontrado. Seja como for. “Vou levá-lo para ser enterrado na Alemanha. Minha sogra gostará de ter o corpo do filho perto. É um direito de mãe”. Hannah ainda espera a volta do pai. Quer que ele cante suas músicas preferidas. E pede, a todo instante, para que a mãe não chore. No vôo 1907, 155 pessoas perderam a vida. Entre elas, o pai de Hannah, que amava a selva, amava os índios e morreu ali, no meio deles, no lugar que fazia planos de viver eternamente.

“Ele tá ajudando as pessoas feridas no avião e vai voltar para contar as historinhas em alemão pra mim”

Hannah Kowalski

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