Fapema e UFMA iniciam curso para pesquisadores em Chapadinha

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) iniciaram nesta quarta-feira (9), no campus da UFMA em Chapadinha, o Curso de Aperfeiçoamento em Media Training. A formação reúne pesquisadores e profissionais da área científica e segue até sexta-feira (11).
A iniciativa faz parte da estratégia de interiorização das ações de ciência, tecnologia e inovação e busca fortalecer a capacidade dos pesquisadores de comunicar seus trabalhos para além do ambiente acadêmico, utilizando diferentes canais, como imprensa e redes sociais.
Durante a abertura, o presidente da Fapema, Nordman Wall, que estava acompanhado do diretor Científico da Fundação, Cristiano Capovilla, destacou a importância de levar as ações da Fundação para outras regiões do estado.
“Não basta financiar a pesquisa. Precisamos fazer com que a sociedade conheça essa pesquisa”, afirmou. Segundo ele, comunicar os resultados e impactos da produção científica é uma forma de ampliar o retorno dos investimentos realizados em ciência para toda a sociedade.
A parceria entre Fapema e UFMA já capacitou, em 2025, 126 pesquisadores em 10 turmas de Media Training. Após a realização da formação em Imperatriz, Chapadinha recebe agora a capacitação. A próxima etapa será realizada em Bacabal.
Para o diretor do Centro de Ciências de Chapadinha da UFMA, Marcos Antônio Bonfim, a realização do curso para pesquisadores é fundamental para conferir maior visibilidade à ciência. “No campus de Chapadinha temos um ambiente muito produtivo, em termos de pesquisa e extensão, e esta iniciativa qualifica nossos profissionais na missão de difundir o conhecimento à sociedade. Este curso supre essa lacuna, permitindo que a produção científica desenvolvida no Maranhão, seja disseminada de maneira satisfatória, assegurando que a sociedade tenha plena consciência do trabalho que realizamos”, observou.
O coordenador de Interiorização da UFMA, Carlos Benalves explicou que em Chapadinha o curso será exatamente o mesmo, com a mesma metodologia aplicada nas turmas de São Luís e Imperatriz. “Estamos consolidando uma formação que abrange a produção de conteúdo para mídias sociais, televisão e plataformas sonoras. É um curso completo, que permitirá a cada pesquisador e pesquisadora sair mais preparado para divulgar, com eficácia, o trabalho que desenvolve diariamente na universidade”, ressaltou.

Ciência também é produzida no interior
A realização do curso em Chapadinha reforça uma das prioridades da Fapema que é ampliar o acesso dos pesquisadores do interior às oportunidades de financiamento, formação e divulgação científica, segundo destacou o diretor Científico da Fundação, Cristiano Capovilla.
Entre 2023 e 2026, a Fundação destinou R$ 7,62 milhões em bolsas e auxílios para pesquisadores, estudantes e instituições de Chapadinha. Foram 515 bolsas e 93 auxílios, totalizando 608 concessões no período.
Os investimentos também vêm crescendo. Em 2023, foram destinados R$ 1,52 milhão para bolsas e auxílios no município. Em 2026, até julho, o valor já alcançava R$ 2,21 milhões.
Somente no campus da UFMA em Chapadinha foram 368 concessões entre bolsas e auxílios no período. No Instituto Federal do Maranhão (IFMA), foram outras 171 concessões.
Entre as iniciativas que contribuem para esse processo está o Edital INOVA AGRO – Cadeias Produtivas Sustentáveis da Agricultura Familiar, que reservou 50% das vagas para propostas de fora da Grande Ilha. A medida busca ampliar a participação de pesquisadores e instituições do interior nos investimentos destinados à ciência, tecnologia e inovação.
Outro destaque é o Programa Maranhão Ciência – Bolsa de Produtividade no Continente, que contemplou quatro pesquisadores de Chapadinha, valorizando a produção científica realizada fora da capital.
Comunicação como parte da ciência
Durante os três dias de formação, os participantes terão contato com estratégias para lidar com entrevistas, imprensa, redes sociais e outras ferramentas de comunicação.
O coordenador do curso de Engenharia Agrícola, Jordano Marques, enfatizou que “o curso é uma oportunidade para que pesquisadores e alunos aprendam a divulgar suas pesquisas e inovações de forma acessível”. Ele acrescentou que o objetivo é superar a dificuldade de comunicação do ambiente acadêmico para mostrar à sociedade a importância da universidade no desenvolvimento científico e tecnológico.
“Agradecemos o incentivo da Fapema e empresas de fomento, que nos proporcionam essa oportunidade de capacitação. Queremos ampliar nossa contribuição para a sociedade, aproximando o conhecimento produzido no meio acadêmico da comunidade. Todo o trabalho desenvolvido em salas de aula e laboratórios precisa retornar à sociedade, promovendo uma integração entre a faculdade, a comunidade local e os cidadãos, de forma a gerar contribuições significativas para o cotidiano”, dsse a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Elisa Lima Rodrigues.
A proposta é ajudar os pesquisadores a transformar conteúdos técnicos e resultados de pesquisas em informações acessíveis ao público, sem perder o rigor científico.
Para a Fapema, ampliar a visibilidade da produção científica é também uma forma de aproximar a ciência da população. Em Chapadinha, essa produção envolve áreas estratégicas para o Maranhão, como agropecuária, manejo sustentável do solo, biotecnologia e preservação ambiental.
A capacitação reforça, assim, uma visão de ciência que vai além do financiamento de projetos: investir em pesquisa, formar pesquisadores, valorizar talentos e criar caminhos para que o conhecimento produzido no Maranhão chegue à sociedade.
Fotos: Divulgação