Morre aos 95 anos a fundadora do Colégio Dom Bosco e UNDB

Morreu nesta quinta-feira (27), em São Luís, aos 95 anos, a professora Maria Izabel Rodrigues, fundadora do Centro Universitário Dom Bosco (UNDB) e do Colégio Dom Bosco
Maria Izabel Rodrigues deixa um grande legado marcado pela atuação na educação e formação de gerações de estudantes maranhenses.
Em nota, o Grupo Educacional Dom Bosco comunicou a suspensão das atividades no Centro Universitário Domom Bosco (UND) e Colégio Dom Bosco hoje (27) e amanhã (28). As aulas serão retomadas na próxima segunda-feira (31)
O velório de Maria Izabel Rodrigues será realizado das 17h às 23h desta quinta-feira, no campus Renascença da UNDB, em São Luís.
Em março de 2020, a Profa. Maria Izabel escreveu “A Flor”, texto publicado em seu livro de memórias “Tenho pra mim”.
“Quando eu morrer, se você foi aluno do Dom Bosco, jardim ou primário, me mande uma flor. Não precisa ser flor caprichada com fita e laço, mas uma flor simples, colhida de um jardim conhecido, de sua mãe, (quem sabe?), para lembrar os velhos tempos.
Quando eu era diretora e fazia anos, as professoras pediam aos meninos para levarem uma flor. E se você já recebeu flores, tenho certeza de que não viu semblantes mais felizes e sinceros do que os que sorriam para mim, me abraçavam e me entregavam essa flor.
Eu ficava tão feliz aquele dia, minha alma ficava parecendo um jardim, tantas flores recebia. E, naquela hora, só pensava que tinha valido a pena.
Valido a pena o trabalho, as lágrimas, as noites mal-dormidas, as angústias, tudo o que uma vida trouxe até aquele momento. Se, em vez de mandar, você mesmo for levar, aí periga eu me levantar para lhe dar um abraço. Não tenha medo, é só uma graça, isso nunca vai acontecer.
As mães contavam que havia criança que não dormia direito, para acordar logo e levar uma flor, era um momento mágico.
Eles formavam as filas por salas de aula e ficavam esperando a vez de abraçar, entregar a flor, ser abraçado e ir embora.
Era só um minuto, mas significava uma lembrança para a vida inteira.
Essa flor era a alegria da infância, a leveza do amor infantil, a sutileza da fraternidade, a beleza da inocência.
E era também um passaporte para a crença no algo mais que une as pessoas e as convence de que existe alma, espírito, luz, energia boa em algum lugar que se percorreu.
Acredite e mande a flor. É importante, porque há alguma coisa além de nós”.
Maria Izabel Rodrigues
Foto: reprodução/UNDB