O mistério no ‘sumiço’ de público no Castelão

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Os Clubes e a Federação Maranhense de Futebol (FMF) devem ter maior preocupação com a questão da “evasão de renda” nos jogos de futebol. O que de fato acontece no futebol do Maranhão que as rendas e público nunca batem?

Já está mais do que na hora dos dirigentes se preocuparem com isto…

Nos últimos jogos, a grita por parte dos torcedores é geral. Basta o auto falante do Castelão anunciar os números para o torcedor se revoltar.

E não é para menos. Só para vocês terem uma ideia do total de 7 mil 717 torcedores que foram ao Castelão na primeira partida da decisão do turno entre Maranhão e Moto, o total de 1.438 não pagaram ingresso.

É fundamental no processo de transparência no futebol que clubes e FMF apertem o cinto para evitar que pessoas que não estão pagando entrem no estádio.

Digo isto porque mais uma vez, após a partida fui procurado por vários torcedores afirmando que não voltariam mais ao estádio enquanto não houvesse uma resposta a essa questão.

E tem razão o torcedor. Não vejo rigor por parte de clubes e FMF. E tenho sido repetitivo ao falar deste assunto, mesmo assim quem de fato deveria reagir contra isso continua de braços cruzados.

E aqui faço um desafio: que clubes e a FMF digam quem são os caroneiros e quem está entrando de graça nos estádios. Começando por aqueles que recebem cortesia. Faço toda questão de mostrar aqui no blog.

Fica o desafio…

Foto: Biaman Prado/ O Estado

5 comentários para "O mistério no ‘sumiço’ de público no Castelão"

  • Raimundo Dominici

    Zeca,

    uma correção: os números são: 6.279 pagantes, 1.438 não-pagantes prum total de 7.717 presentes. O número que vc colocou foi o de ingressos colocados a venda.

  • Raimundo Dominici

    Esse é um aspecto interessante Zeca. Se me permite comentar outras duas coisas que chamam atenção. Uma é o sumiço de público mesmo. Cito como exemplo o jogo MOTOxAraioses, 13 de fevereiro, só abriu o setor 4 e as cadeiras, o setor 4 cabe 4.300 pessoas, estava praticamente lotado, fora o pessoal das cadeiras mas o boletim financeiro diz que só estavam presentes 1.801 pessoas.

    Eu percebo a grita, na verdade, é com ao sumiço do público e não com o número de caronas.

    Uma outra coisa que eu vejo de muito errado está nas despesas operacionais, item B3 dos boletins, cada clube preenche aquilo ali como quer, o custo de impressão dos ingressos, controle de acesso e logística de jogo são variáveis e não seguem nenhuma lógica.

    Andei olhando todos os boletins financeiros apresentados pela FMF e constatei que os valores parecem aleatórios as vezes, ainda mais quando o clube é o mandante e perde o jogo, aí carrega nas despesas operacionais pra poder diminuir a parte do vencedor do jogo.

  • Joaquim

    Será que os valores estariam sendo subestimados em razão do “sequestro” de um percentual da renda para amortização de dívidas???? Seria uma explicação, mas não uma justificativa legal!!!

  • Gilson

    Zeca, acho que a falta de preocupação dos dirigentes em relação ao asunto só tem uma explicação: fazer caixa dois e reduzir o montante devido em taxas e impostos sobre a renda. Recentemente ouvi uma entrevista de um diretor da FMF sobre o assunto, na qual ele atribuia o público não pagante ao excessivo número de cortesias. É comum em dia de jogos essas cortesias serem vendidas por cambistas.
    Realmente não dá prá entender como um clube aceita um índice médio de 30% de público não pagante. Nesse jogo específico com valor médio de 20 reais o ingresso o prejuízo foi de quase 60.000 reais para os clubes.

  • MARCOS VALENTINO

    Veja só, um policial é um trabalhador como outro qualquer, ele é pago pelo trabalho que realiza, porque que tem direito ao acesso quando o mesmo não está de serviço ?