Portarias polêmicas

SousaNeto

O deputado Sousa Neto (PTN), repercutiu na sessão desta quinta-feira (1º), portarias expedidas pelo 15º Batalhão da Polícia Militar de Bacabal, que proíbe os policiais de usarem spray de pimenta e que os obriga a concederem entrevistas à TV, quando forem solicitadas.

Ele afirmou que a denúncia foi feitas por um grupo de policiais que estiveram ontem (30), em seu gabinete, com cópias das portarias, assinadas pelo comandante daquele batalhão, coronel Miguel Gomes Neto. De acordo com as portarias, expedidas no último dia 29, todos terão que cumprir as determinações, “sob pena de transgressão disciplinar”.

“É o governo midiático. O policial quer é a valorização no seu trabalho. Está precisando é de adicional noturno, de ticket alimentação para as esposas fazerem as compras de casa, e não aparecer em televisão”, disse Sousa Neto.

Sobre a proibição do uso dos sprays de pimenta, Sousa Neto indagou como é que os policiais vão agir quando acontecer uma confusão generalizada, visto que não poderão usar a arma letal.   “Como é que vão conter as pessoas quando vierem para cima dos policiais? É através das armas não letais, porque o policial não vai sair dando tiro em todo mundo. As coisas se inverteram. Policial não pode ser tratado como bandido”, afirmou Sousa Neto, prestando   solidariedade  a  todos os  policiais e oficiais do 15º  Batalhão de Bacabal, assim como de  Timon,  Pindaré  Mirim e  demais batalhões.

Requerimento

O deputado Sousa Neto afirmou também que está dando entrada a um requerimento solicitando a presença do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, no legislativo estadual para prestar esclarecimentos sobre possível denúncia feita contra o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad.

“Agora, o secretário de Segurança Pública vai comparecer a esta Casa para falar dessa  armação que  ele, o governador Flávio Dino e o senhor Márcio Jerry  estão querendo fazer  para  prender  o ex-secretário  Ricardo  Murad. Vou  entrar  com um requerimento agora na Mesa  para  desmascarar  o secretário que,  em vez  de  valorizar  os policiais  militares  que estão  jogados  nos batalhões,  está querendo  fazer  média  com a imprensa,  com a TV e  com os jornais. E  isso eu não vou deixar”, finalizou Sousa Neto.

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