Palavra de Arnaldo

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Considerado peça-chave na linha sucessória ao governo do Estado do Maranhão, o deputado estadual Arnaldo Melo (PMDB) disse que ainda não tratou com a governadora Roseana Sarney sobre uma eventual substituição de sua correligionária no cargo, e que aguarda um posicionamento do ‘Palácio dos Leões’. As afirmações do parlamentar foram dadas em uma rápida e improvisada entrevista coletiva, logo após a sessão desta quinta-feira (6).

Melo é cotado para substituir a governadora caso ela renuncie ao cargo e anuncie sua candidatura ao Senado. Para isso, ela deve renunciar até 6 de abril. O substituto natural de Roseana seria o então vice-governador Washington Oliveira (PT). No entanto, ele foi eleito e já assumiu uma vaga vitalícia de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), possibilitando a chegada de Melo ao executivo estadual, já que é presidente da Assembleia Legislativa.

A possibilidade é prevista pela Constituição Estadual, mas nunca foi regulamentada pela Assembleia Legislativa, mesmo após 25 anos de vigência. Somente agora os parlamentares discutem a resolução que trata o assunto. A Constituição prevê, também, que caso haja vacância no cargo de governador após dois anos de mandato, seu substituto será conhecido através de uma eleição indireta.

O grande problema para o presidente da Assembleia é prazo de desincompatibilização previsto em lei. Caso a governadora deixe o cargo somente na data-limite, Melo não poderá disputar uma eventual reeleição. “Ela [governadora] nunca disse para ninguém que vai ou quando vai sair. Pelo que sei, ainda há essa dúvida em sua cabeça, inclusive defendo que seu nome é o mais forte de nosso grupo político para disputar uma vaga ao Senado. Porque ela possui uma forte liderança e um trânsito muito grande nos meios políticos em Brasília. A grande maioria de nosso grupo também pensa da mesma forma. Mas há questões de foro íntimo dela e temos que respeitar isso e sua decisão”, afirmou.

Perguntado se assumiria uma espécie de ‘mandato tampão’, Arnaldo Melo manteve o discurso conciliatório. “Este ano não conversei sobre essa questão com a governadora. Apenas rapidamente no ano passado. Até porque fico desconfortável em chegar e perguntar a ela quando vai sair. Fica parecendo quero ocupar seu lugar e não é isso. Sou uma pessoa de diálogo, mas também de posição e o que o nosso grupo político acertar eu vou cumprir”, disse.

Melo também afirmou ainda não ter tratado a questão com o pré-candidato do PMDB ao cargo, Luís Fernando Silva. “O único encontr que tivemos, em um almoço, não tratamos sobre uma eleição indireta na Assembleia. Apenas disse que caso assuma o governo, vou trabalhar, na medida do possível e permitido em lei, para que ele seja eleito governador”, finalizou.

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