Promotor faz duras críticas à Justiça do Maranhão

O promotor de Justiça, Gilberto Câmara fez duras críticas à Justiça do Maranhão, após tomar conhecimento da decisão da desembargadora Maria dos Remédios Buna que concedeu Habeas Corpus em favor do corretor de imóveis, Elias Orlando Nunes Filho suspeito de mandar matar o empresário e conselheiro do Moto Club, Margionne Laniere Ferreira, de 45 anos.

Em em-mail encaminhado ao BLOG, o promotor garante que “a decisão de soltar um dos suspeitos do homicídio que o vitimou apenas serve para constatar que no Brasil, e mais ainda no Maranhão, prender e manter preso pessoas da classe média para cima é muito difícil, pois no sistema de justiça sempre aparece alguém para desfazer o trabalho sério e eficiente da polícia, do MP e da Justiça em primeira instância. Ainda mais nesse caso, quando há prova contundente da tentativa dos suspeitos em ocultar a prova material do crime – o corpo da vítima, o que por si só já é motivo para decretação da prisão preventiva. Além do mais, é um crime legalmente definido como hediondo”, afirmou.

Para o promotor Gilberto Câmara, a decisão de soltar Elias Orlando Nunes Filho certamente prejudicará as investigações.

7 comentários para "Promotor faz duras críticas à Justiça do Maranhão"

  • CHIQUINHO

    ‘ZECA ,
    É NO MINIMO REVOLTANTE A ATITUDE DESSA SENHORA.

  • Alexandre Rocha

    Perfeito o comentário do colega e amigo. Sao Promotores como Gilberto, exemplo de cidadão e profissional, que nos dão esperança de mudança na Justiça. Acho que o crime vem se fortalecendo na sociedade, justamente por decisões que deixam a sociedade desprotegida. Espero sinceramente que a decisão sirva de alerta, para que outras venham acompanhadas com cautela.
    Alexandre Rocha

  • joão rocha jr.

    …como se isso fosse novidade, aqui no Maranhão, principalmente. A nossa justiça está cheia de bandidos togados. Sabe lá quanto custou o habeas corpus concedido por dese mbargadora?

  • Alex motense

    A população de São Luís coaduna com o pensamento do Promotor de Justiça, sobretudo porque estarmos fartos desses argumentos garantistas de que bandido, até que seja declarado culpado, depois de anos a fio até final tramitação do processo, deve responder em liberdade.

    Esse bandido que foi solto pela desembargadora é de alta periculosidade, com certeza vai intimidar possíveis testemunhas. Até a vizinhança onde ele mora está amedrontada.
    É muita inconsequência criar tamanha insegurança e reboliço no meio social.

    Mais ainda, cria-se uma completa insegurança quanto a compra de imóveis e terrenos em São Luís, o que tem reflexo direto ao direito fundamental de moradia DIGNA.

    É PODRE o judiciário brasileiro e de igual modo, e até em maior grau, o maranhense.

    Tem cada absurdo que é bom nem comentar…

    O que é mais complicado é que diante desse tipo de decisão, que vem se tornando regra, é vamos retroceder mais ainda, pois a consequência é voltarmos, num caso aqui, outro ali, a “JUSTIÇA PRIVADA”. Ou seja: CIDADÃO FAZENDO JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS.

  • Washington-DF

    A Justiça no Maranhão não existe e não vai ser agora que vai existir. Temos que continuar lutando e orando a Deus para que nada mal aconteça a nós…

  • Alexeandre Neto

    COMENTÁRIO MODERADO

  • Willians Dourado

    Há pouco em conversa com Tenente Coronel Jeferson, Comandante do CPM da PMMA, ele me disse que ouviu o depoimento do caseiro que acusou, com riqueza de detalhes, que Elias mandou matar Magionne, e que também ouviu, o dpoimento do menor que também confirmou o depoimento do caseiro.
    Agora, então pergunto por que a desembargadora deu a liminar para soltar Elias?
    É a resposta que toda a sociedade quer saber.