“Canto o que me emociona”, diz Flávia Bittencourt

A cantora Flávia Bittencourt é uma das atrações deste sábado (2), no Bailão do Baleiro, na Lagoa da Jansen. Ela dividirá o placo com Zeca Baleiro e Odair José.

Flávia Bittencourt contou ao BLOG um pouco da sua origem e influências musicais. Diz que gosta de ouvir dos Beatles ao Boi de Maracanã, daí o resultado sempre surpreendente no repertório de cada show que realiza.

Nesta entrevista especial, Flávia Bittencourt admite que um dos segredos é colocar emoção em tudo que faz. Ela adianta que tem um projeto no qual pretende aliar música e dança. Para isso, Flávia iniciará um trabalho com a bailarina Ana Botafogo.

Como você se posicionaria dentro dessa nova geração da MPB?
É difícil falar da gente, mas a Flavia Bittencourt é uma artista busca sempre emoção em suas escolhas de repertório e arranjos. Não sei como rotular meu trabalho, tens uma sugestão? Acho que sou meio camaleão pelo fato de cantar o que me emociona sem preocupação com o gênero, eu canto desde Dominguinhos a The Fevers.

Quais são as suas influências musicais?
Eu costumo dizer que minhas influências vão desde Beatles a Boi de Maracanã. Acredito que todo artista recebe influências de sua terra natal querendo ou não (no meu caso querendo bastante rsrsrs…), e eu, sempre tive vontade de adentrar nesse universo que é a nossa música sem deixar de lado a música do mundo.  A minha mãe sempre ouviu muito Chico Buarque (Gesubambino era direto, acho que essa música até furou rsrsrs…), Djavan, Caetano, Bethânia, lembro de um disco do Geraldo Azevedo que tinha Dona da minha cabeça, ela repetia muito essa música… Elba Ramalho, Zé Ramalho (o roqueiro do nordeste) e meu pai, ouvia muito Jovem Guarda. Pensando bem acho que tive fases… Quando era adolescente ouvi muito beatles e suas bandas brasileiras influenciadas por eles como a Jovem Guarda e 14 bis (o que foi um passo pra Milton Nascimento e todo seu “Clube da Esquina”), em 99 fiz abertura de Geraldo Azevedo em Pedreiras e fiquei mais fã depois que o vi sozinho dando um show com seu violão e suas composições lindíssimas. Depois que mudei pra São Paulo redescobri o samba… veja só… conheci os meninos do Quinteto em Branco e Preto e a partir daí Clara Nunes foi uma das minhas grandes redescobertas, o choro do Rio, e assim por diante…

O fato de você incluir sempre no seu repertório as nossas manifestações culturais tem sido um diferencial do teu trabalho no sul do país?
É, acho que um diferencial mesmo sendo natural. Eu gosto de cantar Boi de Lágrimas e Canto de Luz, por exemplo.  Ao mesmo tempo, meu trabalho está o tempo todo em transformação, o próximo disco terá uma pegada bem diferente do Todo Domingos uma instrumentação mais acústica.

Um aspecto seu bastante elogiado pelos críticos é a sua performance nos palcos. Você trabalha isso ou é mesmo uma coisa natural?
Sim, eu trabalho, fiz um trabalho de expressão corporal durante dois anos com duas atrizes além das aulas de expressão corporal que tive na Unirio e essa “bagagem” se confunde também com a emoção na hora do show quer dizer, neste momento o resultado da técnica tanto vocal quanto corporal, vêm à tona e sempre é surpreendente. Farei um trabalho com a Ana Botafogo ainda este ano, ela me chamou pra fazermos esse dueto música e dança, mas acredito que vou aprender bastante com ela em nossos diálogos durante o espetáculo e utilizar essa experiência nos meus próximos trabalhos.

E sobre o show do dia 2, no Bailão do Baleiro. O que você pode adiantar?
Vai ser massa! Escolhemos músicas bem conhecidas pelo público. Não vejo a hora, tenho um carinho e admiração grande pelo Zeca e me emociono muito quando canto em São Luís. Não vejo a hora!

4 comentários para "“Canto o que me emociona”, diz Flávia Bittencourt"

  • Heracias Bezerra Junior

    A Flavia é uma cantora completa e talentosa, além claro de uma beleza excepcional.

  • Lucas

    Excelente cantora Zeca.

    Parabéns pela entrevista você foi longe parabéns mesmo.

    RESPOSTA: VALEU LUCAS

  • Riba

    que gata essa cantora isso sim.

  • Zé Carlos

    ELA CANTA MUITO E AINDA É LINDONA.