Pernambucano

 Santa Cruz

O bom momento que o Santinha atravessa tem um ‘’símbolo” no elenco.
O volante Léo é disparado o nome do Tricolor na temporada e me atrevo a classificá-lo como o melhor da posição no Nordeste. O cara marca com extrema competência, sabe sair jogando e chega à frente.
É aquele que todo treinador quer no time.
Taticamente disciplinado e versátil.

A excelente fase do jogador de 22 anos vem chamando a atenção da crônica e despertando o interesse alheio.
O Botafogo/RJ já andava ligado em seu futebol e depois do que ele aprontou no Engenhão, semana passada, o ”flerte” virou vontade. O rival Sport também estaria – na surdina, sorrateiramente – no concurso pelos seus préstimos.

Léo tem contrato com o Santinha até o fim do ano que vem.
O Tricolor é dono de 75% de seus direitos federativos e os 25% restantes pertencem a ele.
Quem quiser tirá-lo do Arruda vai ter de “coçar” os bolsos.
Brasão que nada. Léo é ”O e A cara” do Santa !

 Náutico

Minha loira e amada mãe educou-me seguindo a cartilha padrão.
Mostrou-me o que era certo e estapeava minha mão sempre que ela apontava pro lado errado.
Me recordo vagamente de duas ou três surras tomadas e tenho plena certeza que fiz por onde merecê-las.
E por onde merecer as ”lapadas” que vem tomando, vem fazendo o Náutico.
Quando me refiro às surras, não cito os dois últimos péssimos resultados contra o Vitória da Bahia, que escorraçou o alvirrubro na Copa do Brasil, e o Vitória de Santo Antão, que mesmo brigando para não cair no Pernambucano, abriu mais uma ferida no já flagelado Timbu.

O Náutico come o que plantou.
Segue na trilha que vem dando errado e não vem de hoje.
Há pelo menos três temporadas.
Assim vem sendo desde 2007, no ano em que o clube retornara à Série A e teve a genial ideia de montar dois times na mesma temporada. Fracassara no Estadual e mudou tudo pro Brasileiro. Resultado: agonia para não cair.

Escapou nas últimas rodadas depois de ter passado quase toda a competição em vias de receber a extrema unção.
Mas seguiu com vida e tarimbado para não recorrer nos erros… mas…

Em 2008, mesma história: perda do Pernambucano e desespero na Série A até a última rodada quando garantiu a permanência na Elite graças a uma tarde de inspiração plena do goleiro Eduardo, que lacrou o gol contra o Santos na Vila, garantindo o empate que salvara o Náutico.

Ano passado, a sorte não fez hora-extra e o Náutico reencontrou a Segundona depois de muito ”empenho” em procurá-la. A torcida apontara um culpado pro rebaixamento: o então presidente do clube, Maurício Cardoso. As eleições programadas para o fim do ano carregavam a esperança da mudança, mas o processo eleitoral foi composto por um enredo de comédia sem a mínima graça ao torcedor. Desistência de candidato, adiamento da votação, um quiproquó digno de reunião de cortiço.

Berillo Junior foi eleito presidente a milhas distante da unanimidade.
Viu várias lideranças darem com os ombros para a sua gestão e assumiu um clube fincado em dividas.
Atrás de todos os rivais no Pernambucano, que já se preparavam para a competição, contratou a esmo
e confiou o comando técnico da equipe a Guilherme Macuglia, que desagradou a maioria da torcida.

Com um péssimo inicio de Estadual, Macuglia cantou pra subir e veio Alexandre Gallo, que não mudou em nada o contexto. O Náutico segue na lama, tropeçando em sua próprias pernas no mais tecnicamente fraco Campeonato Pernambucano dos últimos anos. Vai passar às semifinais mais por demérito alheio que por merecimento.
Gallo já balança no cargo e ponho mais crédito em uma boa campanha da Argélia na Copa que em sua permanência até o fim do Pernambucano.

Ele é o culpado? Não!
O acho um treinador “arroz-com-bife”, um Fiat Mille sem ar-condicionado, mas não pertence a ele esta comenda.
O Náutico é um espelho das atitudes que vem tomando, da desorganização, auto-suficiência que vem de longe.
São seis anos sem títulos, seis anos distante de uma harmonia organizacional. Harmonia essa que tirou o clube de um hiato de 11 anos sem conquistas em 2001 e que levou o alvirrubro a vencer três dos quatro primeiros Estaduais desta década. A vaidade voltou à tona com a grandeza em evidência e muitos que escondem atrás da camisa a escamas discórdia voltaram a dar as caras.

Mas cabem aqueles que realmente amam o clube, desgarrados de interesses, exigirem mudanças.
Abandonar, dar as costas só empurra ainda mais pra baixo.
Quem deixa de ser sócio num momento de crise descumpre com a premissa básica para qualquer torcedor: apoiar.

O Náutico precisa realmente mudar, acabar com a dança de cadeiras, abolir o continuísmo.
E não esperem uma intervenção divina para que aconteça.
Não mesmo!

Sport

Mesmo focado no Estadual e na Copa do Brasil, o Sport já lança os olhos na Série B.
Com a clara necessidade de reforçar o elenco, a direção do clube anunciou o primeiro contratado para a disputa da Segundona, que começa em maio.

O atacante Pedro Júnior (campeão da Série B pelo Grêmio, em 2005), que estava no Gamba Osaka, do Japão, e chega por indicação de Givanildo Oliveira, com quem trabalhou em 2008.

Pedro Júnior vem destacando na terra onde o arroz é supervalorizado.
Ano passado entrou para a história da Liga Japonesa ao marcar o milésimo gol da competição.

Pedro Júnior tem 23 anos e 1.84m e fica na Ilha emprestado até o fim deste ano.

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