Caiu o primeiro técnico

izone280209blog.jpgIzone Carvalho é o primeiro técnico a cair entre as dez equipes que disputam o Campeonato Maranhense. O treinador do Iape entregou o cargo após a derrota por 2 a 1 para o São José, no último domingo. Antes, o Iape havia empatado contra Sampaio e Moto por 1 a 1.

Com a saída de Izone, o nome cotado para assumir o Iape é o de Edmilson Gomes, o Meinha que estava no Tubarão-TO e foi demitido antes do Carnaval.

Os dirigentes Humberto Trovão e Djalma Campos alegaram que o treinador não estava tendo tempo necessário para a equipe. A versão é contestada pelo treinador que afirmou à reportagem da Rádio Mirante AM que pretendia trabalhar em dois expedientes, mas por questões de custos não foi possível.

Nos bastidores, os comentários também seriam fortes de que a diretoria do Canário do Vale não estaria satisfeita com algumas substituições de jogadores. Nos três jogos, o treinador sacou o meia Paulo César no intervalo e isso também teria provocado a irritação dos dirigentes.

O Iape ocupa a 3ª colocação do Grupo A, com dois pontos ganhos e só volta a jogar no dia 15 de março, às 15h, contra o Maranhão, no Estádio Nhozinho Santos.

2 comentários para "Caiu o primeiro técnico"

  • anderson

    JA TAVA ESCRITO NAS ESTRELAS, IZONI É MUITO AUTENTICO, E NAO CONVIVIRIA MUITO TEMPO COMAQUELES BANDOS DE BABOES, VC SABE DISSO ZECA, O SETORISTA COM CERTEZA DE REPASSA O QUE ACONTECE NOS BASTIDORES, MAIS COMO VC É DISCRETO SO RELATA OS ACONTECIMENTOS DE FORMA LIGHT, FAZ PARTE, . AGORA UMA TREMENDA DE UMA COVARDIA O QUE FIZERAM COM IZONI, CREIO EU QUE DA DIRETORIA TODA DO I.A.PE , IZONI FOI UMDOS MAIS FIEL PARA COM PEREIRA, TENHO CERTEZA APESAR DE NAO CONVIVER COM ELE, NEM TAMPOUCO CONHECE-lo PESSOALMENTE, ACREDITO QUE O PEREIRA É INGRATO DEMAIS, FICO TRISTE COMO A FALSIDADE IMPERA ABUNDANTEMENTE NO MEIO POLITICO!!!

  • Ricardo André

    Minhas observações são oriundas do campo da gestão esportiva.
    Vitórias em cascata não fazem parte de planejamentos estratégicos voltados a clubes de futebol em ascensão, isso é ilusão que obscurece a visão tanto dos gestores do clube quanto dos torcedores e ainda da própria equipe, o que pode afetar desastrosamente os processos de liderança na condução e gestão do clube e da equipe.
    Um empate e uma derrota ao longo de uma trajetória do campeonato não é motivo para demissão de técnicos.
    Lembro-me aqui da final da última edição da Liga dos Campeões no ano passado, partida em que o capitão da equipe escorregou no gramado molhado e perdeu um penalty, o que resultou na demissão de seu antigo técnico.
    A permanencia de Luis Felipe Scolari no Chelsea, que não conseguir lidar com a cultura organizacional do clube, que contava com a presença de reforços como Robinho para completar o plantel, ao enfrentar os primeiros resultados negativos foi demitido.
    Tal como lá, se concretiza aqui, o futebol é um jogo de estratégia, contingente, cujos movimentos resultam em vitória ou derrota.
    Por outro lado, a gestão do clube, pode ser aferida com maiores pretensões de identificar empecilhos na estrutura e dinâmica do mesmo e que cujas vitórias são um reflexo desta, mas sem obrigação de causalidade.
    O que consigo perceber até o momento, é que grande parte dos clubes, no que diz respeito a sua gestão, estrutura e dinâmica ainda estão aquém das transformações do futebol brasileiro e mundial.
    As partidas se resumem a presença de torcedores, com poucas placas de patrocínio, não vejo um único estande interno ou externo com vendas de camisas, bonés e outros adereços dos clubes da partida.
    Esta semana assistimos uma partida ser iniciada sem a presença obrigatória de ambulância em campo, algo que pela Lei do Estatudo do Torcedor é obrigatório e imprescindível para a segurança dos jogados, da comissão técnica e sobretudo dos expectadores.
    Não será o azar, um tropeço, uma contingência implicancias para a demissão de um técnico, o problema é sobretudo de gestão das organizações esportivas.
    Arrisco ainda, aos clubes foi prometido o repasse de 600 mil reais, não vi em jornal algum da cidade, o plano de resgate e plano de investimento de nenhum destes, condição essa também exigida e requerida na Lei do Esporte.
    Portanto, não creio que um empate e uma derrota, sejam motivos para demissão do referido técnico de clube em ascensão meteórica frente aos demais clubes de futebol do Estado, é preciso dar tempo ao tempo, principalmente da adaptação do clube a dinamica exigidas para estar na primeira divisão do campeonato de futebol do Estado, o processo seria outro e não este em que resultou.
    Ricardo André – Mestre em Gestão Desporto pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.