Bezerrão x Castelão

A reforma do Bezerrão (estádio do Gama) custou R$ 50 milhões cumpriu toda a norma da FIFA. A reforma do Castelão já está custando R$ 47 milhões e está longe de chegar perto do Bezerrão. Leia a matéria que saiu no Correio Braziliense e tire as suas conclusões.
 
Um estádio de primeira

O novo Bezerrão será inaugurado em 19 de novembro, com um amistoso entre Brasil e Portugal. As obras, estimadas em R$ 50 milhões, seguiram todos os padrões da Fifa e garantem modernidade à nova casa do Gama

Os fãs de futebol do Gama vivem dois momentos distintos. Um deles diz respeito ao time que representa a cidade. Após disputar a elite do Campeonato Brasileiro entre 1999 e 2002, o alviverde retornou à Série B em 2003 e este ano atravessa uma situação dramática na competição. Com um retrospecto muito ruim nas últimas rodadas, o Gama é o vicelanterna, na zona de rebaixamento. Só um milagre garantirá a permanência na segundona em 2009.

Mas se a salvação parece improvável, pelo menos os torcedores terão em breve um alento para comemorar neste fim de ano. O reformado estádio do Bezerrão se tornará o principal cartão de visitas da cidade. Para a reinauguração, em 19 de novembro (uma quarta-feira, às 22h), a cidade do Gama terá a honra de receber, pela primeira vez, a Seleção Brasileira. O time do técnico Dunga fará um amistoso contra Portugal. Os 20 mil lugares do estádio certamente estarão tomados pelos torcedores, que poderão testemunhar o duelo Kaká x Cristiano Ronaldo.

A reforma começou em agosto de 2005, mas foi suspensa em dezembro daquele ano. Após uma longa paralisação, as obras foram retomadas em maio de 2007. Desde então, a Estacon Engenharia, que sempre esteve à frente da reforma, não parou de trabalhar.

Batizado oficialmente de Estádio Walmir Campelo Bezerra, o Bezerrão foi inaugurado em 9 de outubro de 1977. A primeira partida reuniu Gama e Botafogo, com vitória dos visitantes por 2 x 1. Gil, ponta-direita do alvinegro carioca que disputou a Copa do Mundo de 1978, marcou o primeiro gol da história do estádio. O recorde de público aconteceu em 15 de abril de 1979, quando 14.740 pagantes acompanharam a vitória do Guará sobre o Gama por 2 x 1.

Pioneirismo

Quem for torcer pelo Brasil contra Portugal encontrará pouquíssimos vestígios do antigo Bezerrão. “Este é o primeiro estádio construído no Brasil seguindo rigorosamente os padrões estipulados pelas Recomendações Técnicas e Requerimentos para a Construção e Modernização de Estádios de Futebol da Fifa”, orgulha-se o engenheiro Cassiano Chalegra, gerente da Estacon e responsável pelas obras. “Essas recomendações regem

tudo sobre o que a Fifa considera ideal para suas partidas, desde a orientação do gramado em relação ao sol até as distâncias máximas que um torcedor pode ficar das extremidades do campo”, detalha Cassiano.

Segundo a Estacon, as obras respeitaram de forma tão rigorosa as normas da Fifa que não existem pontos cegos para o público. “A Fifa diz que a distância máxima de um torcedor até a extremidade mais distante do campo não pode ser maior do que 90 metros. Isso foi seguido na construção do Bezerrão”, garante o engenheiro. “As arquibancadas foram construídas de uma maneira que ninguém precisa ficar em pé para ver todo o campo. Se quiser, o torcedor só se levanta para comemorar um gol.”

Com tantas inovações no Bezerrão, a única bronca que ficou foi em relação ao desempenho do time da casa. “A obra ficou muito bonita. Muito bem feita e moderna. Pena que o time não é competitivo. O Gama deve cair para a terceira divisão e não está merecendo um estádio de primeira como esse”, afirmou Edmilson Silva, 29 anos, empregado do Gama Shopping.

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9 comentários para "Bezerrão x Castelão"

  • chiquinho / turu

    Zeca,
    o que realmente está sendo feito de reforma no castelão? e qdo será reaberto?

  • Arley Silva

    Zeca Soares, não entendi porque o caro amigo retirou a minha análise anterior sobre o que deveria ser feito com o estádio Nhozinho Santos. Vemos aqui um exemplo claro, claríssimo de que a nossa menor praça na capital não reune qualquer condição de sediar partidas de futebol porque fere, afronta claramente o estatuto do torcedor – que diga o Bezerrão. Gostaria muito que este assunto fosse tratado em alto nível e com extrema seriedade. Digo e repito sem nenhum temor – ponham abaixo o Nhozinho Santos e que seja construído um novo e pequeno estádio no aterro do Bacanga. Explico amigo: O Nhozinho já cumpriu com sua função, mas já não se adequa às exigências da FIFA. Na realidade amigo, se bem pesado, à muito deveria ser descartado. É um estádio antigo, cujo acesso principal espreme-se por uma ruela de difícil acesso. Sem cobertura, as pessoas ficam espostas as intempéries naturais. Em caso de tumulto, torna-se uma armadilha devido ao limitado acesso que, por sinal, também é a única saída. Afora tais condições, as autoridades ainda permitem que abusos – os abunlantes portem armas brancas dentro do estádio a fim de venderem alimentos que certamente não passam pelo rigor da vigilância sanitária. Não bastasse isso, não raras vezes vemos fugareiros a borbulhar água quente como visto no dia da partida entre Sampaio e Águia do Pará. Pois é, tenho sido testemunha de coisas do gênero e vocês também. Tenho visto fugareiros estacionados não só no alambrado atrás do gol da praça Catulo da Paixão Cearense, como, incusive, na própria arquibancada, literalmente na arquibancada. Nunca vi tal coisa em outros rincões Brasil afora – IMPRESSIONANTE. Nada justifica tais atos, nem mesmo a pretensa pobreza maranhense que empurra multidões a informalidade. É a total desorganização que existe em nosso Estado e que se transfere também para a esfera cultural. O sambo do criolo doido conjugado à máxima TERRA DE NINGUÉM.
    Vou além: Toda capital que se preze tem dois estádios no mínimo. Já temos o Castelão para os grandes eventos, mas falta-nos um pequeno estádio que tenha um bom estacionamento e outros serviços de apoio. Reflita comigo amigo. O aterro do bacanga está mui bem situado no centro da cidade. Sendo uma área de grande extensão, avizinha-se ao coração cultural da cidade – Madre-Deus, Lira – Belira e cercarias. Ou seja, cai como uma luva, pois lá já se deveria pensar em uma espécie de CIAPE a fim de se construir uma passarela de samba definitiva que serviria também como uma escola, nos moldes da passarela do RIO. Como a área é extensa, lá poderia ser construida uma unidade policial militar de mádio porte, mas que daria guarita aos eventos multi-uso do local, servido de apoio policial definitivo ao centro da cidade. Certamente os bares que lá se encontram sofreriam mudanças, mas permaneceriam como suporte aos eventos culturais. Justamente na área do kabão, ou mais precisamente onde hoje se encontra um circo intinerante, seria construído um estádio para 35 mil espectadores com a grande vantagem de contar com o terminal de integração em sua proximidade. Aliás, a extensão do terminal passaria pelo estádio em um volume do ônibus não visto no Castelão que possui um acesso bem mais limitado, sofrendo restrições sem fim na avenida dos franceses. Até por isso já seria mais vantajoso, sem contar que estaria próximo ao Reviver, Ceprama, a Universidade Federal do Maranhão, Porto do Itaqui. Por não ficar distante do Nhozinho Santos atrairia o mesmo público, pois bem sabemos que o atual estágio do nosso futebol não permite sonhar com mais de 30.000 pessoas no Castelão. Bairros com os já citados, também o Bairro de Fãtima, Coroado, Liberdade, João Paulo, Vila Embratel, Anjo da Guarda e tantos outros das redondezas, de onde, aliás, concorre a grande quantidade de torcedores que se desloca para o Nhozinho Santos, seriam beneficiados, ou, na melhor das hipóteses, não seriam desfavorecidos pela mudança. Não se trata de um devaneio. Não devemos esquecer que o aterro tem de cumprir com uma função social cosntitucional, até porque advém de crime ambiental, mas hoje serve para interesses privados e não alcança, com isonomia, os interesses da população como um todo.
    No lugar do Nhozinho Santos, seria construído um hospital, sim um hospital, visto que bem sabemos da carência que existe em nossa capital de serviços hospitalares. Ora, eis aqui um segundo PAM-DIAMANTE, bem próximo ao seu pária, bem centralizado, ou mais um SOCORÃO, igualmente equidistante do seu pária – o Socorrão I. Ocuparia um espaço menor que o estádio e supriria as necessidades da população, já que a cidade cresce e pouco espaço dispomos para isso. Lá poderiam também ser construídas uma praça e um estacionamento, humanizando a região, retirando a sensação de se estar esprimido, como de fato ocorre com as pessoas que lá vivem, fruto de um crescimento desordenado da cidade. Justamente é para sanear este afronte à inteligência urbana que proponho tal mudança, pois é sabido o quanto o Nhozinho Santos serve de gozação Brasil afora. Eu mesmo fui testemunha várias vezes de que isso é verdade quando morei em São Paulo.
    Amigo, não se trata de sonho. Vivemos na era da informação e do crescimento rápido das relações econômicas e institucionais mesmo diante de crises passageiras. O turismo, por exemplo, é o maior negócio do planeta, mas parece que o Maranhão dorme em berço explêndido e não quer acordar.Por isso perdemos oportunidades sem fim. Nossos clubes de futebol não são clubes, não possuem estádio, as vezes nem mesmo endereço. O ABC de Natal construiu, em parceria empresarial, um pequeno estádio em uma área concorrida da cidade, verdadeiramente nobre, onde o turismo aflora e atrai milhares. Quanto a nós!!!!! Apenas proponho o óbvio. A FIFA considera um bom estádio não um Castelão da vida, mas aquele em que os critérios estejam além da capacidade de público. Alguns pontos como segurança, acesso, meio de transporte (ônibus e metrô), hoteis na proximidade, isto sim é o que se deseja. A minha proposta seria não somente a construção de mais um estádio de futebol, senão a revitalização de um local para onde concorem as manifestações de todos os gêneros – carnaval, São João, paradas militares, eventos circenses, bingos, forrós-fest e tantos outros. Ou seja, certamente não estou equivocado!!!! O que levantaria dúvidas seria o por quê de tal empreendimento, sobretudo se considerarmos que a construção do Castelão pouco alterou o nível do nosso futebol. Contudo, a bem pouco tempo, estávamos ameaçados de perder o Castelão e o Nhozinho sequer mereceu algum comentário positivo por parte do ministro dos esportes. Por favor, não me tenha por sábio, nem intolerante, mas algumas coisas têm e devem mudar. o Nhozinho afronta a lei, a inteligência, o bem-estar, a segurança das pessoas. Deve ser gradativa e decididamente abandonado. Este ano, pelo campeonato brasileiro da série C, no jogo Sampaio Corrêa X Paysandu, vocês mesmos da imprensa temeram pela sorte das pessoas por causa das atitudes de um público alienígena que se concentrava desde cedo na Praça catulo da Paixão Cearense. As provocações quase levaram à violência desenfreada e por pouco não houve uma tragédia. O pior e que não havia para onde escapar, pois o Nhozinho não é um alçapão, o seu logradouro sim o é, as suas cercarias sim é que conduzem ao mal-estar de um estádio velho, obsoleto, perigoso, encravado em uma comuinidade que cresceu sem controle urbano algum, mas que se tornou vítima e não algoz do destempero de uma praça de esporte velha e caduca. Deixem-no descançar em paz, tais quais as pessoas que foram enterradas no cemitério que lá outrora existia, segundo o que foi divulgado pela mídia nacional. Talvez, só assim, meu amigo Zeca Soares, o futebol maranhense prosperará!!! Certamente agradaria mais a DEUS saber que os mortos são respeitados em sua morada e sono profundo. Só para finalizar: Não à-toa o último título de expressão nacional foi conquistado pelo Sampaio Corrêa no Castelão, e olha que ainda teve a Copa Norte. Pois é, alguém ousaria discordar. Abandonem o Nhozinho!!!! Já. Esqueçam a nova iluminação que já começou errada. Eis aí uma grande oportunidade para quem construiu o outro estádio fazer mais um, até porque promessas não faltaram no último pleito eleitoral, de onde pouca ou nenhuma inteligência se extraiu a não ser para a perpetuação do ego. Gostaria de ver minha São Luís e meu Maranhão bem melhor. Talvez falta apenas um pouco de ousadia.

  • Marcelo Nogueira

    Zeca Soares, obrigada por esta informação. É de assustar ver o que acontece fora da mídia maranhense. A gente fica sem saber o que acontece em outros Estados porque parece que estamos isolados do resto do mundo. Para onde está indo o dinheiro do Castelão???? Só você para nos despetar desse sono da ignorância. Parabéns pelo blog.

  • torcedor

    Caro Zeca, o Castelão é muuuuuuuuuuito maior que o Bezerrão e talvez lá não existissem os sérios problemas estruturais que se acumularam no Castelão por causa dos vários anos sem manutenção, Não dá nem pra comparar, sinceramente.

  • Arley Silva

    TEXTO CORRIGIDO PARA TODOS LEREM – O ESTÁDIO NHOZINHO SANTOS

    Zeca Soares, não entendi porque o caro amigo retirou a análise anterior que fiz há duas semanas sobre o que deveria ser feito com o estádio Nhozinho Santos. Deveríamos seguir o exemplo do Bezerrão portanto, já que o Nhozinho não reúne condições para sediar partidas oficiais, pois afronta claramente o estatuto do torcedor. Gostaria muito que este assunto fosse discutido pelos internautas e tratado em alto nível, com extrema seriedade. Digo e repito sem nenhum temor – ponham abaixo o Nhozinho Santos e que seja construído um novo e pequeno estádio no aterro do Bacanga. Explico amigo: O Nhozinho já cumpriu com a sua função, contudo não mais se adequa às exigências da FIFA. Na realidade amigo, se bem pesado, à muito deveria ser descartado. Trata-se de um estádio antigo, cujo principal acesso não passa de uma ruela que mais parece um corredor polonês em dias de clássico. Sem cobertura nas arquibancadas, as pessoas ficam expostas às intempéries naturais. Em caso de tumulto, torna-se uma armadilha, já que entrada e saída confundem-se. Por outro lado, as autoridades permitem alguns abusos incomuns – os ambulantes, por exemplo, portam armas brancas dentro do estádio a fim de venderem alimentos que certamente não passam pelo rigor da vigilância sanitária. Não bastasse isso, não raras vezes vemos fogareiros a borbulhar água quente (milho cozido e outras iguarias) como visto no dia da partida entre Sampaio e Águia do Pará. Pois é, tenho sido testemunha de coisas do gênero e vocês também. Tenho visto fogareiros estacionados não só no alambrado atrás do gol da praça Catulo da Paixão Cearense, como, inclusive, na própria arquibancada, literalmente na arquibancada. Nunca vi tal coisa em outros rincões, Brasil afora – IMPRESSIONANTE. Nada justifica tais atos, nem mesmo a pretensa pobreza maranhense que empurra multidões à informalidade. É a total desorganização que existe em nosso Estado e que se transfere também para a esfera cultural. O samba do crioulo doido que faz coro à máxima – TERRA DE NINGUÉM.
    Vou além: Toda capital que se preze tem dois estádios no mínimo. Já temos o Castelão para os grandes eventos esportivos, mas falta-nos um pequeno estádio que tenha bom estacionamento e outros serviços de apoio. Reflita comigo amigo. O aterro do Bacanga está mui bem situado no centro da cidade. Sendo uma área de grande extensão, avizinha-se ao coração cultural da cidade – Madre-Deus, Lira – Belira e adjacências. Ou seja, cai como uma luva, pois lá já se deveria pensar em uma espécie de CIAPE a fim de se construir uma passarela de samba definitiva e que serviria também como uma escola, nos moldes da passarela do RIO. Como a área é extensa, lá poderia ser construída uma unidade policial militar de médio porte, mas que daria guarita aos eventos multi-uso do local, servindo de apoio policial definitivo ao centro da cidade, reduzindo as atividades administrativas do QG da polícia militar. Aliás, seria juntar o útil ao agradável, pois bem sabemos que aquele local atrai, infelizmente, elementos de má conduta. Certamente os bares que lá se encontram seriam atingidos, mas permaneceriam em outro ponto nas imediações do estádio. Justamente na área do kabão, ou mais precisamente onde hoje se encontra um circo intinerante, seria construído um estádio para 35 mil espectadores no máximo com a grande vantagem de contar com o terminal de integração em sua proximidade. Aliás, deverias ser feita uma extensão do terminal, ou na melhor das hipóteses uma adequação daquele terminal improvisado antigo que fica na subida da Cajazeiras, motivo de críticas também por sua condição precária. A mesma passaria pelo estádio em um volume do ônibus não visto no Castelão, pois este possui um acesso bem mais limitado, sofrendo restrições sem fim na avenida dos franceses. Não esqueça também que poucas áreas em nossa capital possuem espaço para uma pretensa linha de metrô de superfície. Por incrível que pareça lá, cotejada uma análise técnica, talvez fosse possível uma linha dirigindo-se no sentido Africanos. Até por isso já seria mais vantajoso, sem contar que estaria próximo ao Reviver, Ceprama, a Universidade Federal do Maranhão, Porto do Itaqui. Por não ficar distante do Nhozinho Santos atrairia o mesmo público, pois bem sabemos que o atual estágio do nosso futebol não permite sonhar com mais de 30.000 pessoas no Castelão. Bairros como os já citados, também o Bairro de Fátima, Coroado, Liberdade, João Paulo, Vila Embratel, Anjo da Guarda e tantos outros das redondezas, de onde, aliás, concorre a grande quantidade de torcedores que se desloca ao Nhozinho Santos, seriam beneficiados, ou, na melhor das hipóteses, não seriam desfavorecidos pela mudança. Não se trata de um devaneio. Não devemos esquecer que o aterro deveria cumprir com uma função social constitucional, até porque advém de crime ambiental, mas hoje serve para interesses privados e não alcança, com isonomia, os interesses da população como um todo.
    No lugar do Nhozinho Santos, seria construído um hospital, sim um hospital, visto que bem sabemos da carência que existe em nossa capital de serviços hospitalares. Ora, eis aqui um segundo PAM-DIAMANTE, bem próximo ao seu paria, bem centralizado, ou mais um SOCORÃO, igualmente eqüidistante do seu paria – o Socorrão I. Ocuparia um espaço menor que o estádio e supriria as necessidades da população, já que a cidade cresce e pouco espaço dispomos para isso. Lá poderiam, também, ser construídas uma praça e um estacionamento, humanizando a região, retirando a sensação de se estar exprimido, como de fato ocorre com as pessoas que lá vivem, fruto de um crescimento desordenado da cidade. Justamente é para sanear este afronte à inteligência de um projeto urbano sensato que proponho tal mudança, pois é sabido o quanto o Nhozinho Santos serve de gozação Brasil afora. Eu mesmo fui testemunha várias vezes de que isso é verdade quando morei em São Paulo – e olha que o Castelão também. Lembro-me do Márcio Guedes, repetidas vezes, mencioná-lo como o estádio encravado em uma favela.
    Amigo, não se trata de sonho. Vivemos na era da informação e do crescimento rápido das relações econômicas e institucionais, mesmo diante de crises passageiras como a que vemos agora. O turismo, por exemplo, é o maior negócio do planeta, mas parece que o Maranhão dorme em berço esplêndido e não quer acordar para o fato de que isto gera renda e riqueza. Por isso perdemos oportunidades sem fim. Nossos clubes de futebol não são clubes, não possuem estádio – às vezes nem mesmo endereço. O ABC de Natal construiu, em parceria empresarial, um pequeno estádio em uma área concorrida da cidade, verdadeiramente nobre, onde o turismo aflora e atrai milhares de dólares. Quanto a nós!!!!! Apenas proponho o óbvio. A FIFA considera um bom estádio não um Castelão da vida, mas aquele em que os critérios estejam além da capacidade de público. Alguns pontos como segurança, acesso rápido, meio de transporte (ônibus e metrô), hotéis nas proximidades, isto sim é o que se deseja. A minha proposta seria, não somente a construção de mais um estádio de futebol, senão a revitalização de um local para onde concorrem manifestações de todos os gêneros – carnaval, São João, paradas militares, eventos circenses, bingos, forrós-fest e tantos outros. Ou seja, certamente não estou equivocado!!!! O que levantaria dúvidas seria o por quê de tal empreendimento, sobretudo se considerarmos que a construção do Castelão pouco alterou o nível do nosso futebol. Contudo, há bem pouco tempo, estávamos ameaçados de perder o Castelão e o Nhozinho sequer mereceu algum comentário positivo por parte do ministro dos esportes. Por favor, não me tenha por dono da verdade, nem intolerante com os desvios administrativos do futebol maranhense por mim descritos, mas algumas coisas têm e devem mudar. O Nhozinho afronta a lei, a inteligência, o bem-estar e a segurança das pessoas. Deve ser gradativa e decididamente abandonado. Este ano, pelo campeonato brasileiro da série C, no jogo Sampaio Corrêa X Paysandu, vocês mesmos da imprensa temeram pela sorte das pessoas por causa da atitude de um público alienígena que se concentrava desde cedo na Praça Catulo da Paixão Cearense. As provocações quase levaram à violência desenfreada e por pouco não houve uma tragédia. O pior e que não havia para onde escapar, pois o Nhozinho não é um alçapão, o seu logradouro sim o é, as suas cercarias sim é que conduzem ao mal-estar de um estádio velho, obsoleto, perigoso, encravado em uma comunidade que cresceu sem controle urbano algum, mas que se tornou vítima e não algoz do destempero de uma praça de esporte velha e caduca. Deixem-no descansar em paz, tais quais as pessoas que foram enterradas no cemitério que lá outrora existia, segundo o que foi divulgado pela mídia nacional. Talvez, só assim, meu amigo Zeca Soares, o futebol maranhense prosperará!!! Certamente agradaria mais a DEUS saber que os mortos são respeitados em sua morada e sono profundo. Só para finalizar: Não à-toa o último título de expressão nacional foi conquistado pelo Sampaio Corrêa no Castelão, e olha que ainda teve a Copa Norte. Pois é, alguém ousaria discordar. Abandonem o Nhozinho!!!! Já. Esqueçam a nova iluminação que já começou errada. Eis aí uma grande oportunidade para quem construiu o outro estádio fazer mais um, até porque promessas não faltaram na última campanha eleitoral, de onde pouca ou nenhuma inteligência se extraiu a não ser para a perpetuação do ego. Gostaria de ver minha São Luís e meu Maranhão bem melhor. Talvez falte apenas um pouco de ousadia e perspicácia.

  • genilson

    Arley,
    Concordo com você em relação ao estado precário em que se encontra o Nhozinho Santos, que também considero ultrapassado. O NS, em que pese ter sido palco da nossa fase áurea, não oferece conforto algum ao torcedor, principalmente àquele que vai de automóvel aos jogos, pois não há segurança no local. As vias de acesso são ruins e mal iluminadas. Na realidade, a própria estrutura do estádio deixa nuito a desejar, a começar pelo acesso. A gente se sente na década de 70 quando entra no estádio. É tudo muito antigo. E olha que o NS não foi palco de nenhuma conquista nacional do Sampaio ! Em 72 o jogo foi disputado no antigo Santa Isabel e em 97, como todo sabem, foi no Castelão.
    Só não se o correto seria construir um outro estádio, e se o local, se isso ocorrer, seria o aterro do bacanga. Só um estudo de engenharia atestaria a viabilidade técnica de uma construção desse porte naquele local. Sinceramente, eu não gosto de jogos no NS. Sinto falta do Castelão.

  • Washington-DF

    Prezado Zeca, estive no Bezerrão assistindo vários jogos até do Moto e Sampaio muito antes antes da reforma e dei uma olhada por fora, recentemente o Correio Brazilense fez uma matéria e podemos observar ele por dentro também, olha realmente o estádio tá lindo, uma arena de 1º mundo pra ninguém botar defeito, dizem que ele tá melhor do que o Engenhão estádio do Botafogo no Rio, sem dizer que em breve irão demolir também o Mané Garrinha para a Copa do Mundo de 2012.
    Agora nenhum dos dois tem a dimensão que tem o nosso Castelão, acredito que se as nossas autoridades competentes levassem a sério em reformar o Castelão com certeza ficaria muito mais bonito que o Bezerrão e Mané Garrinha.
    Com relação aos cometários do nosso amigo torcedor, digo e afirmo que tanto o Mané quanto o Bezerrão que existiram até mais problemas de infra estrutura do que o Castelão, salvo o Nhozinho Santos, esse aí não tem pra ganhar dele, é um estádio muito velho, em referencia a local acomodidade e infraestrutura, também concordo quando dizem que deve ser demolido.
    Então dá pra fazer um estádio melhor aí no nosso Maranhão, até porque a nossa praça tem mais história no futebol do que a do DF, merecemos estádios melhores e mais modernos.

    Só um lembrete: Está sendo construído um novo estádio no mesmo lugar da Fonte Nova na Bahia, acho que só nossos estádios estão ficando para trás.

  • Arley Silva

    GENILSON, OBRIGADO POR TER EMITIDO SUA OPINIÃO SOBRE O NHOZINHO SANTOS. CONTUDO, AGUARDO A MANIFESTAÇÃO DO ZECA SOARES. SIGO O MEU CAMINHO NA CAMPANHA “PONHAM ABAIXO O NHOZINHO SANTOS”.
    PESSOAL TENHAM TODOS UM ÓTIMO FIM DE SEMANA. E NÃO ESQUEÇAM QUE SAMPAIO E MOTO ESTARÃO DECIDINDO O CAMPEONATO. ENTÃO, TODOS AO “PRETENSO” ESTÁDIOZINHO.

  • SAULO EWERTON

    À PROPÓSITO, ONDE ESTÁ A PLACA QUE ESTAVA COLOCADA EM FRENTE À ANTIGA FÁBRICA DA COCA-COLA INFORMANDO O TÉRMINO DA OBRA DE RECUPERAÇÃO DO CASTELÃO PARA O FINAL DESTE ANO? ÂLIÁS, CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO? MÁ VERSAÇÃO DE VERBA PÚBLICA, DESVIO? NÃO ACREDITO! SERÁ?
    COM A PALAVRA A SECRETARIA DE ESPORTES…