Timemania não decola e perde apostadores

015750723-dp00.jpgAnunciada como a salvação dos grandes clubes brasileiros, a Timemania ainda não decolou. Em nove meses, a loteria esportiva não se transformou em passatempo nacional, como previam o Ministério do Esporte, a Caixa e os 80 times inscritos no jogo controlado pelo governo federal.

Os R$ 101.926.970 arrecadados até o último domingo estão bem longe dos R$ 250 milhões estimados inicialmente para o primeiro ano. No entanto, o gerente nacional de loterias da Caixa Econômica Federal garante que o desempenho da Timemania está dentro do previsto.

– A Timemania está em fase evolutiva.Toda loteria, quando nasce, passa por um processo de maturação. Não sei quando ela vai deslanchar. Espero que seja o mais rápido possível. Nós lidamos com fatores incontroláveis, por isso não tem como prever o futuro deste jogo – afirma Paulo Toncovitch.

No entanto, há quem esteja impaciente com a tal fase evolutiva da Timemania e até sugira a criação de uma nova loteria:

– Estamos recebendo um valor muito abaixo do que estávamos prevendo. Esperamos que haja um novo estudo da Timemania, pois está faltando uma campanha publicitária maciça. O Clube dos Treze trabalha com duas hipóteses para o ano que vem: ou se cria uma nova loteria, ou terá que ser feita uma reformulação total da Timemania atual – avisa Humberto Palma, gestor financeiro do Fluminense.

Em 37 sorteios, somente duas pessoas acertaram os sete números sorteados. Talvez pela escassez de contemplados, a arrecadação e os apostadores despencam a cada domingo. No primeiro concurso, em março deste ano, o valor arrecadado foi de R$ 4.119.464, com 2.059.732 apostas. Porém, no sorteio do dia 9 de novembro, o montante foi de R$  R$ 1.566.352, com 783.176 jogadores.

– No caso do Cruzeiro, temos conseguido pagar nossos compromissos. Mas talvez alguns clubes não estejam conseguindo. Por isso, acho que os times têm de fazer uma maior propaganda da Timemania. Sabemos que a Caixa pode fazer mais – destaca o diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf.

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