Deu no Diário do Pará

Tem que reagir!

Papão, que perdeu na estréia por 1 a 0 para o Imperatriz, tem o hábito de se recuperar no decorrer das competições. Time acredita em virada frente ao Ananindeua.

Para aqueles que ficaram pessimistas com a derrota fora de casa na partida de estréia do Paysandu na Série C do Campeonato Brasileiro, um recado: a história mostra que não há tantos motivos para se preocupar. De 2001 para cá, quando o Papão participou de quatro edições da Série A e de duas da Série B, nenhuma partida de estréia terminou com vitória da equipe paraense.

Em 2001, quando conquistou o segundo título brasileiro da Segundona, a estréia contra o São Raimundo de Manaus, na capital amazonense, terminou com o placar em 1 a 1. Naquele ano, o Bicola venceu apenas uma partida fora de casa – e olha que foi contra a Tuna Luso Brasileira, equipe da capital paraense.

Em 2002, ano em que o Paysandu conquistou dois dos títulos mais importantes de sua história, a Copa Norte e a Copa dos Campeões, o time à época comandado por Givanildo Oliveira começou a jornada do Campeonato Brasileiro da Série A perdendo por 4 a 2 para o São Paulo (SP), dentro do Morumbi. Mas, jogando dentro de casa, os bicolores não hesitaram em fazer sua parte apoiados pela Fiel. Na maioria dos jogos realizados em Belém o Bicola saiu com a vitória, terminando o torneio na 20ª colocação, fora da zona do rebaixamento.

O ano de 2003 foi o da histórica participação bicolor na Copa Libertadores da América, ano em que os paraenses se igualariam ao Santos (SP) como os únicos do Brasil a vencer o Boca Júniors da Argentina em plena La Bombonera. A estréia no Brasileirão da Série A foi contra o Goiás (GO), mais uma vez fora de casa. O placar do jogo terminou novamente sem vitória do Paysandu na primeira partida – a partida terminou em 2 a 2.

Naquela temporada o time alvi-celeste perdeu oito pontos na competição e, mesmo assim, não caiu para a Segundona. Na estréia em 2004, em Belém, empate em 3 a 3 com o Fluminense. Em 2005, ano em que o Papão caiu para a Série B, derrota na estréia por 4 a 1 para o Santos (SP) dentro da Vila Belmiro. Já no ano 2006, que marcou a queda para a Série C, o Bicola começou perdendo para o Ceará (CE) em Fortaleza por 2 a 1.

Os resultados do primeiro jogo nos últimos dois anos servem de alerta. Agora, se a história bicolor em Campeonatos Brasileiros mostra que independentemente do resultado da estréia o final pode ser feliz, resta ao Papão trabalhar para, diante de seu torcedor, mostrar que em Belém é ele quem manda.

Volante perde a cabeça é vira baixa

Na segunda partida pelo Grupo 3 da Série C do Campeonato Brasileiro, o Paysandu não terá o volante André Conceição à disposição, já que o jogador terá que cumprir suspensão automática pela expulsão diante do Cavalo de Aço. André vinha sendo o capitão do time, além de ser peça fundamental no esquema tático do técnico Paulo Roberto Santos. Com Ricardo Oliveira tendo mais um jogo de suspensão a cumprir, a dupla de volantes no jogo contra o Ananindeua pode ser formada por Daniel e Wellington. San também pode ser aproveitado na posição, já que o zagueiro Júnior já está livre para jogar.

O lance da expulsão de André aconteceu aos 36 minutos da segunda etapa, quando o capitão fez falta em Marcelo. O meia do Imperatriz revidou, provocando o jogador do Paysandu, que caiu na provocação do adversário. Depois de conversar com um dos auxiliares, o árbitro piauiense Antônio Santos Nunes acabou expulsando apenas o jogador do Paysandu.

A atitude do juiz acabou deixando jogadores e comissão técnica do Bicola revoltados. “Com uma arbitragem dessa não dá!”, queixou-se o meia Itaparica depois do apito final. Vale lembrar que, na Terceirona, apenas o árbitro é de fora do Estado onde os jogos são realizados. Já os auxiliares, são sempre locais.

Bicolores apostam agora no “alçapão”

Depois da derrota para o Imperatriz (MA) fora de casa, o Paysandu tem cinco dias para se preparar para o segundo desafio na Série C do Campeonato Brasileiro. A partida do próximo sábado é contra o líder do Grupo 3, o Ananindeua, que vem de uma vitória contra o Araguaína (TO) dentro de casa. O time acredita numa virada dentro do seu “alçapão”.

Para conquistar a primeira vitória no campeonato, o técnico Paulo Roberto pode ter o meia Lecheva e o atacante Laécio à disposição, além do zagueiro Júnior, já liberado da suspensão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, pela expulsão na penúltima rodada da Série B 2006, que o deixou de fora da estréia do time. Apenas o volante Ricardo Oliveira, ainda com um jogo de suspensão pelo STJD a cumprir, e André Conceição, também suspenso, não poderão encarar a Tartaruga.

Nos vestiários do Estádio Frei Epifânio D’abadia, após a vitória do Imperatriz, sobraram lamentações do lado bicolor. “Pressão vamos encarar em todo lugar, mas, não podemos vacilar outra vez”, observou o zagueiro Joel, referindo-se ao “cochilo” da zaga nos minutos finais da primeira etapa, que acabou resultando no gol da vitória dos anfitriões.
“Nos jogos dentro de casa não podemos dar bobeira”, finalizou. Sobre as oportunidades criadas principalmente no início da primeira etapa, sobrou decepção nas declarações de quem acreditava em outro resultado. “Criamos inúmeras chances e não concluímos. Isso não pode mais acontecer”, admitiu o lateral-esquerdo Givanildo.

Bom início

Único paraense a vencer, Tartaruga suou para bater o Araguaína

Os 545 torcedores que pagaram ingresso para assistir ao jogo entre Ananindeua e Aragauína (TO), na tarde do último sábado, no Mangueirão, ficaram frustrados com o futebol apresentado pelas equipes. Mas, pelo menos, testemunharam a única vitória de um time paraense na primeira rodada da Série C do Campeonato Brasileiro.

Com dificuldade, a Tartaruga arrancou o resultado de 1 a 0 e garantiu os três primeiros pontos na competição. O resultado deixa o quadro alviceleste confiante para o próximo compromisso, no próximo sábado, diante do Paysandu.
O Ananindeua, que não pôde escalar os atacantes Albertinho e Valdomiro, machucados, teve um domínio oscilante do jogo, ora criando situações de risco, ora sendo pressionado pelo time rival, que teve no meia Paraguaio um dos seus destaques.

As dificuldades da equipe paraense se deram em virtude da má distribuição ofensiva e da falta de um homem de referência próximo à área do rival. Isso foi corrigido no segundo tempo, com a saída do camisa 9 Hélcio e a entrada de Thales ‘’Macarrão’’, que passou a flutuar pelo campo e melhorar o poder ofensivo da equipe.

Até então, o Ananindeua pouco conseguiu fazer. No primeiro tempo, o time só conseguiu assustar o Tourão do Norte em chutes de fora da área. Os visitantes nem isso puderam fazer: foram neutralizados pela zaga alviceleste.

No segundo tempo, com as mexidas no time, o Ananindeua passou a ameaçar mais a defesa do Tourão, mas só conseguiu marcar o gol da vitória aos 34min. Após cruzamento de Macarrão pela direita e confusão na área do Araguaína, o ex-atacante do Castanhal Déo Curuçá aproveitou a bagunça e balançou as rede do rival.

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